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Relacionamento Corporativo: Feedback – A hora da verdade!

O que o homem semear… Isso também ceifará. A despeito dessa máxima sagrada, muitas corporações insistem em valorizar com tanta ênfase a cultura do “manda quem pode e obedece quem tem juízo” que se esquecem de abençoar os colaboradores – tanto os comandados quanto os comandantes – com aquilo que os ajudarão a avaliar se a missão ou comportamento deles estão alinhados com as expectativas da empresa: o famoso feedback!

Como não se bastasse esse sacrilégio corporativo, e se por uma graça providencial alguém fosse premiado com um parecer a respeito da ordem que cumprira ou sobre um determinado comportamento – ou seja, se recebesse o feedback – esse milagre muitas vezes seria realizado de forma inadequada, não produzindo os efeitos desejados para um ambiente corporativo, a saber, a melhoria dos processos de gestão e o desenvolvimento pessoal daquele que o recebesse.

Um feedback bem feito normalmente é produzido a partir de uma postura humanista. Segue uma intenção clara de profissionalismo e é sedimentada com ações de melhoria contínua. Parece (e é) difícil praticar um feedback despido de (des)motivação e preconceitos pessoais… Mas um gestor que não se especializa nessa “arte do retorno” corre o risco de repetir os mesmos erros e induzir outros à mesma sina fatídica.

Quando se recebe uma ordem, orientação ou comando, a posição de comandado o obriga a retornar ao seu comandante para alimentá-lo de informações a respeito do status da execução. Sim, acredite: na maioria dos casos, seu gestor ficará satisfeito à medida que você o mantiver informado sobre o andamento da execução da tarefa. Esse feedback que parte do executor é fundamental para que o gestor avalie se o seu comando foi bem feito, além de servir para analisar o comprometimento e engajamento do comandado.

E quanto ao comandante? À proporção que se instrui, é importante acompanhar até o final o desenvolvimento das ações de cada membro da equipe e, se possível,  fornecer novas instruções que favoreçam a boa execução da tarefa. Quando concluída a tarefa, chega-se ao momento de fornecer ao seu liderado as ferramentas para melhoria contínua, apontando os pontos positivos e negativos, visando o progresso e desenvolvimento de todos os envolvidos e contribuindo para que se minimizem erros no futuro.

Falar e ouvir a verdade é uma coisa boa para livrar-se das dúvidas da mesma forma que água é uma coisa boa para o corpo livrar-se da sede. Mas assim como a água fervente é rejeitada pelo ser mais sedento, também verdades proferidas de forma fervilhantemente grossa e maldosa apenas tendem a desanimar e a prostrar as almas mais necessitadas.

Dessa forma, ao dar ou receber o feedback, mantenha os olhos e os ouvidos atentos para a forma que emite ou recebe opiniões. Lembre-se que falar com alguém é como jogar uma bola. Você pode jogar com jeito para a outra pessoa pegá-la ou jogar de uma forma violenta, objetivando ferir ou impedir que o outro consiga segurar. Como você tem passado as bolas, ou seja, suas palavras, seu comando, seu feedback para o seu parceiro de trabalho? Não importa em que posição esteja em uma corporação, você sempre terá destaque se fizer empenho para fornecer e solicitar feedback de forma humanista e profissional!

Que tal fazer um treinamento e praticar AGORA a arte de dar Feedback? Mande um email para altamirlopesconsultoria@gmail.com e fale o que você achou desse artigo! Também pode expressar suas dúvidas, enviar sugestões para os próximos temas e principalmente emitir CRÍTICAS sobre o que já leu nessa coluna. Todas serão bem aceitas. Te aguardo. Um abraço!