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Recrutamento e Seleção: Pula, dança, corre, grita…Para que fazer dinâmica de grupo?

Currículo impecável? Ok.

Entrevista sem atropelos? Ok.

Desempenho na dinâmica de grupo: Aí que o negócio empaca!

Alvos de controvérsia entre os candidatos e fonte paradoxal de tensão e prazer para quem as aplicam, as DINÂMICAS DE GRUPO utilizadas em processos de R&S são amplamente praticadas nas corporações e fazem o dia de cada candidato parecer mais belo ou mais terrível na busca incansável para se conseguir uma vaga de emprego. “Meu Deus, quem inventou isso não tinha o que fazer, não?”- Alguns desesperadamente perguntam…

Calminha aí, meu amigo candidato! Vamos conversar um pouco sobre esse dinâmico assunto e ao final desse artigo, quem sabe você ficará ansioso para encontrar um recrutador sedento de dinâmicas?

E para você, recrutador…que tal repensar a forma e o conteúdo do que aplica nesse momento único de reconhecimento de perfis? Talvez perceberá que as dinâmicas aplicadas a outros podem beneficiar tanto a você mesmo, como facilitador, quanto aos seus ansiosos amigos candidatos!

Para começar, pensem no seguinte: A Administração moderna tem status de CIÊNCIA. E como tal, deve ser tratada assim. Observe: quando um cientista faz estudos e pesquisas sobre um determinado assunto, ele segue regras de segurança e procedimentos bem abalizados para chegarem a uma conclusão a respeito do que precisa comprovar ou reconhecer. Deve-se tomar cuidado para que não se apliquem de forma leviana e aventureira quaisquer princípios que coloquem em risco a integridade e confiabilidade do que se estuda e a credibilidade do próprio cientista.

Da mesma forma, os procedimentos e aplicações na área de gestão e administração devem ser aplicados de forma profissional, contundente e alicerçados em conceitos bem fundamentados, sempre respeitando as regras e conceitos científicos já bem sedimentados. E isso se aplica nos processos de R&S, incluindo as dinâmicas de grupo, alvo do nosso artigo de hoje.

Isso significa que quem aplica – Gestor de RH, Psicólogo ou Pedagogo – todos graduados e preparados para essa missão, devem deixar de lado suas vaidades, tendências a parcialidade, preconceitos, descompensações emocionais e acima de tudo, as suas próprias frustrações pessoais para atuarem de maneira contundente e objetiva nesse importantíssimo momento de análise científico do candidato. Caso esses profissionais não estejam bem seguros e preparados para aplicarem tais dinâmicas, estes colocarão em risco as suas posições, a sua empresa, as suas carreiras e acima de tudo o bem-estar emocional do nosso amigo candidato. Sentiram a pressão do negócio?

Um lembrete importante para os gestores: O advento da internet deixa a disposição dezenas, centenas, milhares de modelos de dinâmicas de grupo. Se você acha que basta encontrar uma dinâmica “legalzinha” e utilizá-la no seu próximo processo de R&S, pode aproveitar também para tentar encontrar um bom advogado que queira defendê-lo na possível ação que provavelmente você sofrerá por exercício incorreto dessa atividade. Acredite: Aplicar dinâmica de grupo de forma amadora é tão arriscado quanto a tentar dirigir um veículo sem estar devidamente habilitado.

Por outro lado, os candidatos que levam o processo na “brincadeira”, tentam se destacar demais ou apresentam-se mais insípidos que puderem durante a dinâmica e, pior de tudo: fingem ser uma pessoa que não são…podem acreditar: Serão descobertos nessas falhas! Aliás, um dos motivos de se aplicarem dinâmicas de grupo é exatamente para isso: Revelar a pessoa que você está tentando esconder e não a que você quer deixar evidenciada!

E podem acreditar: uma dinâmica de grupo bem aplicada pode contribuir muito para o desenvolvimento profissional de todos os envolvidos. Portanto, Recrutador: Dê feedback. Candidato: Exija Feedback. E sobre isso, o Feedback, nós conversaremos no próximo artigo!

Tem alguma dúvida, crítica ou sugestão? Envia para altamirlopes@folharj.com.br e participe na criação de novos temas!